quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem sou eu?

Fui, sou e sempre serei um ser humano. Tenho defeitos como toda gente. Mas também tenho sentimentos.
Sonho ser aquilo que não sou. Alucino tocar tudo aquilo que vejo com as minhas mãos. Vivo momentos que me apetece fazer desaparecer todas as coisas. Amo tudo e mais que tudo. Odeio tudo aquilo que não existe. Odeio tudo o que partiu e nunca mais voltou. Preciso sentir-me 100% dentro de mim. Não quero aqueles momentos em que apenas o meu corpo ficou presente e a minha alma foi-se. Não sei para onde. Talvez para nenhum lugar.
Eis, que de repente, tomo consciência dos meus momentos de verdadeira ausência. Sinto quem realmente sou. Faço perguntas. Porque que ninguém me responde? Porquê que sinto que me escondem algo? Dizem que temos sempre a resposta no nosso coração, dizem…
Baaasta!!
O tempo urge. O teu, o meu, o nosso. Aquele silencioso tempo que não espera. O relógio da nossa vida que não pára. Aquela misteriosa vida que passa num abrir e fechar de olhos.
Acredito, verdadeiramente, que o que tiver que ser será. Nada, nem ninguém poderá mudar o rumo dos acontecimentos. O rumo da história.
Sinceramente, a vida não é só o caminho que escolhemos seguir, mas também, o nosso verdadeiro destino.
Agora? Agora está frio lá fora. Cai a noite e a minha alma desce ao encontro do seu lugar! 









segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Tudo me desaparece!

Tenho momentos em que tudo me foge. Tudo me desaparece. Parece água que evapora. Perco os sentidos. Perco o meu caminho. Perco a minha imaginação. Deixo de perceber onde estou. Perco a noção do norte e do sul. Não entendo.
Numa fracção de segundos perco a minha vida inteira. Alguém, um ser que eu não vejo, rouba-me todas as minhas recordações. Deixo de sentir quem sou. Deixo de sentir aquilo que mais me caracteriza. Deixo-me apoderar por tudo e por todos. Sinto que não sou quem quero. Sinto que devo ser outro que não eu. Olho. Penso. Vejo e revejo. Ás vezes, vejo a minha vida como um mero espectáculo. Sinceramente, não me agrada a ideia. Paro de novo. Tenho de encontrar uma resposta. Lá surge. Custa a crer. A verdade dói. Aquilo a que assisto e julgo ser um mero espectáculo, sou eu mesmo.
Encontro às vezes retratos perdidos. Não roubados. Marcos da minha vida. Marcos dos meus medos. Marcos dos meus sonhos. Marcos das minhas caminhadas. Sinto saudades. Sinto vontade de ouvir aquela voz. Sinto vontade de sentir os mesmos cheirinhos de sempre. Lembro-me do passado. Sinto.
Vou voar um pouco. Viajar no tempo. Para onde vou? Saberei quando lá chegar!





terça-feira, 15 de setembro de 2015

Nem tudo é eterno!

Quantas vezes estás quieto, deitado no sofá ou na cama, mas na tua cabeça está a maior confusão possível?
Sem perceberes o porquê de tanta coisa, talvez de raiva, levantaste e colocas os fones no ouvido e vais "zappingar" as estações da rádio, à procura de alguma música que possa alterar alguma coisa, que possa até remexer ainda mais os teus pensamentos. Fazer-se luz..
Surge um olhar no escuro, o teu olhar, é então o momento em que sem saber a razão, decides parar naquela música que tantas vezes cantaste para alguém. Então fechas os olhos, inspiras fundo e procuras sentir a presença de quem já não está por perto. Voltas a abrir os olhos e as coisas estão exactamente da mesma maneira que as pintaram, nada mudou. É nesse dia que vais descobrir que apesar de viveres quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizares os teus sonhos e encontrares quem querias.
É assim que muitas vezes vives, em busca de um pequeno momento que consiga esconder todas as tuas emoções! Se por acaso tentares fingir que não viveste, isso só te trará frustração. Todos temos um grande e grave problema dentro de nós, tendemos sempre a acreditar que tudo é eterno!








segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ver, Ser, Estar, Sentir, Fazer e Gostar!

Todos nós somos a criação de algo. Somos marionetas do tempo. Vivemos na ânsia de algo. Eu não sou diferente. E assim, fruto disto tudo, nasci eu.
Sou um misto de sentimentos e sensações sempre presentes à flor da pele. Eu sou a criação mais exacta de um tempo agitado, de emoções levadas a cabo ao sabor do vento. Tenho as minhas ideias, algumas correctas, outras nem tanto. Eu sei e admito que tenho muitas vezes ideias controversas. Tenho conflitos interiores como toda gente. Não sou perfeito.
A minha vida não é uma planície, mas sim um vale, um vale com muitos altos e baixos mas, não será isso que, pouco ou muito, me fez crescer?
Sou determinado, mas nem sempre luto por tudo o que realmente quero. Acomodo-me. Contudo, não é por isso que deixo de ser o que sou, tenho ideias próprias, desenvolvidas por mim no meu laboratório.
Gosto de viver, ui, se gosto! Não vivo muito preocupado com o que os outros pensam, sentem, acham. Sem dar muito nas vistas, com o passar dos anos, comecei a gostar de tudo o que me rodeia.
Tenho momentos maus. Ainda bem! Num ponto negativo, existe sempre um positivo.
Momentos maus quem não os tem?!
Perdas, traições, entre muitas outras coisas. Mas imaginem quando surge a verdadeira vontade de libertar todos os nossos maiores pensamentos e não conseguimos? E quando queremos soltar aquele verdadeiro grito de revolta e não conseguimos? E quando finalmente conseguimos e não temos ninguém para nos ouvir?
No meio de tanta coisa, felizmente, hoje tenho o respeito de muitas pessoas. Consegui construir um castelo forte de amizades. Já me cruzei com gente falsa, sincera e simpática. Sei que a minha vida ainda é muito curta, é certo, mas já vivi muitas coisas, ouvi tantas e tantas histórias fantásticas, deram-me tantas e variadas lições de vida, tive um navio carregado de momentos marcantes e, no final da história, sem que eu seja exemplo para alguém, tenho em mim os verdadeiros desabafos que só na escrita por vezes é possível transcrever.
Eu sou assim, quem aprende a gostar, gosta. Quem não aprende, nunca gostará!


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Tirar? Nunca!

Muitas noites, todos os momentos que passámos com todas as pessoas que amamos, amigos, família, os que estão longe, os que estão muito longe, os que já partiram, invadem-nos o pensamento, os nossos olhos enchem-se de água e desaparecemos do mundo, apenas o nosso corpo fica presente, a nossa alma foi-se. Não me perguntem para onde porque nem eu sei, uma lágrima caiu, a música chegou ao fim e a minha alma desceu ao encontro do seu lugar, mas do meu coração ninguém nunca os vai tirar!


quarta-feira, 28 de maio de 2014

A minha Liberdade

Opiniões são opiniões, como tal devem ser respeitadas, vou dar a minha sem querer ferir susceptibilidades. Podes questionar, ser crítico, dar a tua opinião, expõe sem problemas, mas com respeito!
É certo e sabido que toda a gente gosta de falar mal de toda a gente. Quem disser que nunca o fez ou algo parecido, mente com os dentes todos que tem na boca. Ponto!
Tudo se resume aos outros. Ou porque aquele bebe demais. Ou porque aquela só quer noite. Ou porque aquele fuma droga. Ou porque aquela anda com muitos e já é uma vadia. Ou porque aquele é o garanhão da terra já é o maior.
Eles falam mal de ti, criticam-te, julgam-te, tentam ao máximo dos máximos meterem-te abaixo. 
Pior, fazem figuras parvas, dizem mil e uma coisas que muitas das vezes em nada batem certo. A sociedade nunca mudará. Os valores, os ideais, as atitudes, perdem-se cada vez mais a cada dia que passa.
Parece que todos somos tratados como objectos e não como pessoas. 
Não importa, mandem todos foder isso. Vivam a vossa vida da maneira que vocês querem, sem querer saber daquilo que os outros dizem e pensam. 
Agora penso o que devia ter pensado desde sempre.
A liberdade dos outros só começa, quando a minha acaba!


Pensem nisso.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Facetas da Vida

É tudo tão pequeno. Tudo tão diferente. Sentimentos tão estranhos. Tudo me parece estranho, ao mesmo tempo que sinto que nada me é indiferente.
Onde estão as respostas?
Já sei. São as várias facetas da vida
Farto-me de reclamar da minha vida. Daquilo que me rodeia. Daquilo que pensam. Daquilo que acham de mim e existe um mundo lá fora bem pior. Um mundo de frio, de medos, de guerras.
Chega!
Quem aprende a gostar, gosta. Quem não aprende, nunca gostará!