domingo, 20 de maio de 2012

Lançar os dados


Existem coisas que ultrapassam a minha inteligência.
Nesta vida, nada é certo. Muito menos os seres humanos, como eu. Não sou perfeito. Tenho defeitos como toda a gente, é facto. Mas na minha vida tudo aquilo que eu faço, tudo aquilo que eu digo, tem uma explicação, um motivo subentendido.
Muitas das vezes opto por agir sem me preocupar. Opto por deixar as coisas andarem. Opto por não querer saber de nada nem de ninguém. Opto por não querer nem sequer pensar em justificar todos os meus actos, muito menos explicar o porquê das minhas atitudes. Esteja certo ou errado, sinto que não vale a pena.
Nestes casos, quando estes sentimentos se tentam apoderar da nossa consciência, o melhor que temos a fazer é deixar o mundo girar calmamente, ao ritmo dele. Desfrutar da nossa linda liberdade, plenamente consciente de todo aquilo que nos rodeia. Basta estar com os pés bem assentes na terra, na nossa vida. Deixar o passado para trás, o futuro para frente e, dedicarmo-nos ao presente, vivendo apenas a nossa realidade e procurar o nosso ponto de luz
A vida é como um dado, quando o lançamos, nunca sabemos no que vai dar!




domingo, 15 de abril de 2012

Sem explcação

Na vida, todas as coisas acabam depressa, muitas delas sem explicação.
Hoje tudo existe, mas amanhã tudo desaparece. Não vale a pena criar mais problemas, mais ilusões.
De tudo aquilo que vejo e ouço. De tudo aquilo que me foge por entre os dedos. De tantas e muitas palavras escusadas que já tive de ouvir. Todos os tormentos. Todas as dores. Todos os dias escuros, amargos. Todos aqueles verdadeiros sentimentos que já me fizeram sofrer.
E que faço eu a quem sempre me quis mal? Que faço a quem me diz uma coisa e faz outra? Que faço a alguém que quanto mais conheço, menos sei quem é?
Eu, sinceramente, vou fazer o que sempre me disseram para fazer e nunca dei ouvidos, vou deixar andar, não me vou chatear mais com esse tipo de coisas. Quantas vezes sentes vontade de não conhecer mais pessoas, de amar alguém, de ficar alegre, como antes sentias?
Quando sinto isso penso, certo ou errado que esteja, chego a uma única conclusão: Eu não confio mais em ninguém. Para mim, todas as pessoas são iguais, sem excepções. Estou farto e cheio deste lugar. Estou farto das mesmas pessoas. Das mesmas coisas. Da mesma rotina. Das mesmas tristes ideias, mas essencialmente, estou farto das mesmas palavras, essas mesmas, que nunca mudam, que servem de refúgio a tudo e todos.
Quero descobrir um mundo novo e tu?





quinta-feira, 15 de março de 2012

De que tenho eu saudade?

Boa pergunta. Sinto a boca presa. Esta é, talvez, uma das perguntas que sinto mais dificuldade em responder. Penso, vou até ao mais pequenino canto que existe dentro de mim e mesmo assim, não sei dar uma resposta concreta! Serei um fraco?
Recolho-me. Eu e o meu cantinho, onde mais ninguém entra. Lentamente, calmo e sereno, só eu e a minha alma. Sinto o vento das lembranças a bater-me no rosto ainda frio. Aos poucos a minha memória ganha vida. Paro, escuto e olho. Vejo-me tão longe..
É então que recordo vários episódios do meu curto percurso de vida, vêm-me à memória grande parte deles. Tantos, tantos e tantos. De todos os tamanhos e feitios. Ora pintei eu, ora pintaste “tu”. Saudade tão estranha a minha. Mesmo confuso, consigo perceber bem do que realmente sinto mais saudades.  
Oh saudade.. Onde estão aquelas amizades que fiz e que, independentemente do motivo, acabaram?
Gostava de ser dono e senhor do tempo. Ter o comando. Eu decido onde pára e onde arranca. Gostava que o tempo voltasse atrás para reviver certas coisas. Gostava de dar o que não dei e podia tão bem ter dado. Gostava de lutar por tudo aquilo que desisti e consequentemente perdi. Gostava de tornar a ter os amigos que, neste momento, já não tenho a meu lado.
Esquece João. Encara a tua realidade. Vive a tua vida sem ilusões. Para quê viver no faz de conta? O que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira! As pessoas crescem, a mentalidade alterou-se. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Se, neste momento, me pedissem para dizer do que tenho saudades, talvez, respondesse assim: Tenho saudades de tudo. O que já perdi e aquilo que nunca tive. Tenho saudade do tempo em que era criança e não tinha quaisquer problemas com nada. Se me apetecesse gritar, gritava. Se me apetecesse atirar pedras aos vidros das casas, atirava. Fazia e dizia tudo o que me apetecia. Corria só risco de ter que encarar o meu pai, mas isso não era problema. Afinal de contas, quanto mais me bates, mais eu gosto de ti.
Tenho também saudades daquelas verdadeiras vivências. Sinto saudades dela, dele, deles e delas. Sinto saudades loucas. Saudades intensas. Saudades de um passado nunca esquecido. Sinto saudades dos amigos. Sinto saudades das nossas brincadeiras inocentes. Sinto, sinto e sinto.
O mundo dos adultos é muito complicado. Cada cão rói o seu osso. Ninguém dá nada a ninguém.
O meu mundinho, a fantasia que fazia das coisas em criança, desapareceu. Nunca mais a vi. Não sei onde se enfiou.
Resumindo e concluindo, tenho saudades de não ter de me preocupar com nada!


sexta-feira, 9 de março de 2012

Dias são Dias

Cada dia da minha vida é diferente. Cada um ao seu jeito. Ora gosto, ora não gosto.
Se não gosto, fecho os olhos e procuro esquecer. Sinto um sabor amargo na boca. A minha alma fica nua.
Se gosto, fico feliz. Sinto-me bem. Mas falta-me sempre algo, nunca estou bem com aquilo que tenho.
Se gosto é porque gosto, se não gosto é porque não gosto. Não me decido. Maus sentimentos começam a percorrer-me as veias. A incompreensão apodera-se totalmente de mim. Sinto vontade de explodir, de gritar. O maldito grito que quero soltar da garganta está preso.
Preocupamo-nos demais com as coisas vulgares da vida e não com aquilo que realmente importa. Valorizamos em demasia o lado mau da vida. Somos insatisfeitos por natureza.
Para mim basta. Dias são dias. Para quê por em causa tanta coisa boa por causa de um só dia?
Ninguém responde, ninguém mesmo!


terça-feira, 6 de março de 2012

O Espelho

Olhei-me ao espelho e reparei que não sou o mesmo. Senti um bater diferente no coração. Profundo. Carregado de verdades e loucuras. Fiquei a pensar a que se deve isto.
Será que o espelho me está a enganar ou sou eu que tento enganar o espelho?
É o espelho, só pode, quero acreditar nisso. O meu olhar não me enganaria, nunca. O meu olhar é tudo o que tenho de mais verdadeiro. O meu olhar reflecte a minha alma. O meu olhar não mente. O meu olhar pinta as coisas à maneira dele. Mostra ao mundo tudo aquilo que sinto dentro de mim e mostra quem realmente sou.
Gosto do que vejo, gosto de ser quem sou, mas quero mais e melhor.
Quero mudar a minha vida. Quero ser rei. Quero voar. Quero sonhar. Quero ser feliz. Quero agradecer todas as palavras. Quero viver muitos anos. Quero envelhecer. Quero morrer. Quero ter tudo, tudo, tudo e tudo.
Quero mudar o meu destino, a minha existência, o meu futuro. 



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Escolhas

Difíceis ou não, certas ou erradas, as escolhas são traços da tua vida. Todas aquelas por ti tomadas no passado, garantidamente, foram as que te trouxeram até onde tu te encontras hoje.
A vida é feita disso mesmo, de escolhas. Tu escolhes ser feliz ou não, tu escolhes o teu próprio futuro, quem pode ou não fazer parte dele.
E os segredos da vida? Todos nós temos segredos que tentamos esconder. Infelizmente, para nós, na maioria das vezes, é que não conseguimos esconder. As farsas, as mentiras, as máscaras que tentamos usar não nos servem e acabam por cair e, como o ditado antigo diz: “ A verdade vem sempre ao de cima ”. Verdade essa, que na maioria das vezes, agarrada a ela, traz a verdadeira das desilusões e mágoas. É tudo tão estranho e surge com tanta rapidez, não achas?
De quem é a culpa disso tudo? Será nossa ou de outrem? Quanto a mim é nossa. Tentamos sempre esconder algo que sentimos, algo que está visível a toda a gente, algo que está mesmo ali, diante dos nossos olhos.
Há momentos na vida em que temos de dar a mão à palmatória, precisamos ver as coisas como realmente elas são.
Este é o momento. A hora chegou, tenho de crescer, amadurecer e perceber que a vida não espera por mim. A nossa vida tem uma validade, não podes esperar sentado para ver o que vai acontecer. Eu sei o que quero da vida, não sei muito bem como chegar lá, mas algo se arranjará.
A nossa vida tem um ritmo, em que nem tu, nem eu, nem ninguém tem a certeza pelo caminho que andará, não existe mapa nenhum, não existe uma direcção, apenas o bater do teu coração.
Acredita que tudo o que decidires fazer hoje, neste teu presente, vai-te levar a um futuro que tu nunca imaginaste!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ninguém é igual a Ninguém

Neste mundo em que vivemos, ninguém é igual a ninguém.
Ao contrário de muitas pessoas, por vezes mas nem sempre, perante muitas situações menos boas da minha vida, para me manter forte, infelizmente e sem saber o porquê, não me apoio em quem amo. Fico chateado comigo mesmo, entro em guerra com a minha alma, penso que sou má pessoa, apetece-me bater em mim mesmo. Até que paro um pouco, ouço o que o coração realmente me quer dizer e olho lá para fora. Lá fora vejo pessoas, uma multidão gigantesca, não conheço nem uma delas mas consigo ver o seu interior. Vejo muitas coisas piores dentro delas do que em mim. Vejo cicatrizes, vejo feridas por cicatrizar. É nesse momento que penso que existe sempre alguém pior do que eu e eu sempre a queixar-me disto e daquilo. Mesmo com esses problemas todos, essas pessoas, continuam vivas, com vontade de viver, de mudar. Se elas podem eu também posso.
Tenho dias que me acho um tudo. Outros em que me acho um nada. Depois lá vem o meu companheiro perguntar-me: “Quem és tu João”?
Faço birra e nunca respondo. Odeio definir-me. Mas talvez eu seja o tudo de alguém, talvez seja um nada para outro alguém, não faço a menor ideia. Mas, sinceramente, não importa.
É tão estranho ver o tempo a passar e as coisas a mudarem. Tudo mesmo ao seu jeito. Rápido e silencioso, sem dizer uma única palavra. Invariavelmente, acabamos por nos apercebermos de tudo. Chegamos á conclusão de que realmente a vida é feita de passagens, sítios, pessoas, valores e cabe-nos a nós, só a nós, tornar tudo em momentos de glória pessoal. Tudo conta, tudo serve de lição, guarda bem tudo o que te acontece, sejam eles momentos felizes, tristes ou inesquecíveis. Tudo serve para a tua construção como pessoa. Ás vezes é necessário um pequeno gesto, uma pequena conversa, um pequeno carinho para encontrarmos mais um bocadinho de nós próprios. Não achas?
Acredita sempre em ti e, essencialmente, acredita que apesar de tudo, apesar de todas as pessoas, de todos os sentimentos, de todos os momentos, temos que viver cada um desses momentos. Temos de nos entregar, dar o peito a todas as balas e, inevitavelmente, estarmos capazes, fortes e dispostos a sofrer todas as consequências, sejam elas quais forem, mesmo sem saber se elas serão trocadas por uma lágrima ou por um sorriso.